Os Organismos Geneticamente Modificados – OGM ou Plantas Geneticamente Modificadas, são classificados como organismos que tiveram seu material genético (DNA) modificado por meio de técnicas da engenharia genética, em laboratórios, com o objetivo de favorecer alguma característica desejada.

Na natureza ocorrem diversas mudanças e mutações naturais, mas neste caso, são os cientistas que controlam essas mudanças.

Qual a diferença entre Plantas Geneticamente Modificadas e Transgênicos?

Os transgênicos utilizados na agricultura são um exemplo clássico de plantas geneticamente modificadas.

Essa tecnologia é uma resposta da sociedade científica aos problemas que afetam a humanidade, o meio ambiente e as lavouras, como o ataque de pragas, de doenças e resistência de plantas aos produtos químicos utilizados.

Vale ressaltar que nem todo organismo geneticamente modificado é um transgênico, visto que, os transgênicos recebem parte do material genético de outra espécie, e os OGM apenas tem alguma característica modificada no seu próprio DNA.

Qual o objetivo dos OGM?

A maior parte das plantas geneticamente modificadas foram produzidas para auxiliar os agricultores no combate de pragas, por conta das características inseridas, como tolerância a herbicidas e resistência a insetos, que otimizam o uso de defensivos nas lavouras, protegendo o solo, a água, o ar e a saúde humana.

As plantas geneticamente modificadas representam uma alternativa de controle dentro do Manejo Integrado de Pragas – MIP, pois possuem características resistentes ao ataque das pragas, minimizando os prejuízos causados e a necessidade de utilização de controle químico.

Atualmente, essa tecnologia é muita utilizada nas lavouras brasileiras e as sementes de variedades modificadas apresentam diversas vantagens para os agricultores, dentre elas:

  • resistência a pragas e doenças: as plantas modificadas podem ter no seu DNA um gene que confira resistência a herbicidas e inseticidas, ou então, um gene que confira resistência ao ataque de insetos, através da liberação de toxinas que matam essas pragas.
    Com a utilização das plantas tolerantes ou resistentes ocorre diminuição no uso dos produtos químicos e consequentemente, redução dos custos de produção;
  • aumento da produtividade: através do desenvolvimento de lavouras mais produtivas com menor agressão ao meio ambiente;
  • redução no uso de fertilizantes: algumas plantas geneticamente modificadas são capazes de aumentar seu tamanho naturalmente, sem precisar de fertilizantes os outros compostos químicos;
  • outras vantagens: maior tolerância às mudanças climáticas, introdução de características novas de interesse econômico e melhoria nos alimentos produzidos.

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Quais os pontos negativos?

Muito se discute sobre as desvantagens ou malefícios causados pela utilização das plantas geneticamente modificadas.

Dentre elas, podemos citar a perda de biodiversidade pela redução de inimigos naturais; poluição genética através da disseminação e da transferência de genes modificados para plantas normais; surgimento de superpragas pela resistência a herbicidas e inseticidas; e os efeitos causados ao homem, que até então não há nenhuma comprovação científica de que a utilização de organismos geneticamente modificados afetam a saúde humana.

O que esperar do futuro?

O surgimento de plantas geneticamente modificadas foi um grande avanço científico-tecnológico no setor agrícola e na biotecnologia, o qual está sendo utilizado cada vez mais nas plantações brasileiras.

Existe uma falta de informação relativa por parte da população a respeito dos organismos geneticamente modificados e da utilização dos transgênicos na produção de alimentos, gerando conflitos e discussões há vários anos referente aos benefícios e malefícios do uso na agricultura.

Espera-se que esses conflitos e dúvidas sejam sanados através de estudos cientificamente comprovados, atestando a segurança de utilização das plantas geneticamente modificadas perante a saúde humana.

Cai em concurso?

Confira algumas questões de concurso público referente ao tema:

FAEPESUL – 2016 (FAMA-SC): Um organismo geneticamente modificado (OGM) é aquela planta, animal, fungo ou bactéria que se incluiu engenharia genética de um ou mais genes para produção de proteínas de interesse industrial ou ainda assim para melhorar certas características como resistência a pragas, qualidade nutricional, tolerância geada, entre outras propriedades.

Quais são os dois elementos que melhor caracterizam um OGM a partir da lista abaixo.

I. ADN Recombinante.

II. Transferencia de Genes.

III. Alteraciones artificiales.

IV. Alimentos transgénicos.

V. Alimentos inócuos.

A) I e III.

B) I e II.

C) II e IV.

D) III e V.

E) II e V.

2. FCC – 2007 (MPU): Plantas geneticamente modificadas acarretam acaloradas polêmicas, principalmente relacionadas aos seus possíveis impactos ambientais. No entanto, animais geneticamente modificados provocam menores reações por parte de ambientalistas.

O motivo principal pelo qual transgênicos vegetais causam maiores preocupações ambientais é o fato de:

  1. conterem genes de resistência a antibióticos.
  2. aumentarem as áreas de monocultura no planeta.
  3. contaminarem o solo onde são cultivados.
  4. favorecerem a dispersão de pragas.
  5. poderem dispersar seus genótipos.

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